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Copa do Mundo coloca à prova a infraestrutura tecnológica de bares e restaurantes

Durante os jogos, o volume de pedidos dispara — e a tecnologia por trás das operações de food service passa a ser o fator decisivo entre vender bem e perder clientes.

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A Copa do Mundo coloca bares, restaurantes e plataformas de delivery diante de um dos momentos mais críticos do calendário operacional. O aumento expressivo no volume de pedidos, especialmente durante as partidas do Brasil, transforma a infraestrutura tecnológica em fator decisivo para garantir vendas, evitar interrupções e preservar a experiência do consumidor.

O alerta vem de Eduardo Glazar, Diretor de Serviços da Globalsys, empresa especializada em sustentação de banco de dados, integração de sistemas e soluções de alta disponibilidade para o mercado de food service. Para ele, o colapso de sistemas durante períodos de alta demanda é sintoma de um problema estrutural que o setor ainda subestima.

"A sustentação do banco de dados não é um detalhe técnico. É a espinha dorsal de qualquer operação digital. Quando ela falha, tudo falha: pedidos, integrações, relatórios, atendimento. E no food service, onde o tempo de resposta é crítico, cada minuto de instabilidade se converte diretamente em prejuízo financeiro e em dano à reputação do estabelecimento", afirma Glazar.

Integração entre sistemas: o ponto cego da operação

Além da estabilidade do banco de dados, Glazar aponta a integração entre sistemas como outro vetor de risco frequentemente negligenciado. No modelo operacional atual do food service, um restaurante típico conecta uma plataforma de gestão central a múltiplos aplicativos de delivery, sistemas de pagamento, controle de estoque e ferramentas de relacionamento com o cliente. Quando essa arquitetura não é construída com solidez, qualquer oscilação em um ponto se propaga por toda a cadeia.

"Integração não é apenas conectar sistemas. É garantir que eles se comuniquem de forma estável, segura e resiliente, especialmente quando a carga aumenta. Uma integração bem-feita é invisível. Você só percebe que ela existia quando ela falha", conclui o diretor.

O que isso significa para a operação

A Copa do Mundo funciona como um estresse-teste natural para qualquer operação de food service. Estabelecimentos que chegam ao torneio com sistemas frágeis — PDV desatualizado, delivery mal integrado, banco de dados sem monitoramento ativo — estão apostando em sorte num momento em que a demanda não dá segunda chance.

Os impactos de uma falha tecnológica durante um jogo vão além da perda imediata de pedidos: incluem avaliações negativas nas plataformas, abandono de fila por clientes sem paciência e dano à reputação construída ao longo do tempo. Para bares e restaurantes que apostam no período do torneio como um dos maiores picos de faturamento do ano, a tecnologia deixou de ser suporte para se tornar condição de participação.


Fonte: Giro News — Copa do Mundo testa infraestrutura tecnológica de bares e restaurantes — 24/06/2026.

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