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4 tendências projetadas para bares e restaurantes na "era pós-Mounjaro"

Especialistas já mapeiam os impactos das canetas emagrecedoras na gastronomia e apostam em redução de álcool, menus menores, mais proteínas e cultura de compartilhamento como marcas do novo comportamento.

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Uma parte dos bares e restaurantes brasileiros já sentiu mudanças concretas no comportamento dos clientes após a disseminação das chamadas "canetas emagrecedoras". A adaptação de menus e experiências está em curso — e especialistas projetam quatro tendências que devem se consolidar na chamada "era pós-Mounjaro" da gastronomia.

Por ora, são os estabelecimentos de classe A que mais sentiram o impacto. Mas o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Somuci, acredita que, com a queda nos preços das medicações, mais estabelecimentos serão afetados. A colunista de Paladar, Patrícia Ferraz, observa que no cenário internacional o efeito já chegou à alta gastronomia, onde as mudanças são encaradas como pontos de inspiração.

As 4 tendências

1. Menos álcool — e mais criatividade nas cartas de drinques

Muitos usuários de medicamentos para emagrecimento têm restrição ao consumo de bebidas alcoólicas. Somado a isso, pesquisas diversas registram uma redução do uso de álcool entre públicos mais jovens — tendência que as canetas emagrecedoras reforçam. O resultado esperado é um investimento crescente em cartas de drinques sem álcool, com maior sofisticação e variedade.

2. Menus menores para um novo perfil de comensal

No modelo já consolidado do menu kids, os estabelecimentos devem agora criar versões reduzidas para usuários de medicações, que consomem volumes menores por refeição. O restaurante Nou, em São Paulo, já adotou esse formato — e ele já responde por 20% das vendas da casa.

3. Proteínas no centro do prato

A preferência por proteínas é uma consequência direta do comportamento de quem busca emagrecer com saúde. A tendência já é visível nos supermercados — a rede Assaí registrou aumento na demanda por proteínas nas prateleiras — e deve se refletir cada vez mais nos cardápios de bares e restaurantes.

4. A cultura do compartilhamento

Se pedir uma sobremesa e quatro colheres era antes exceção, agora tende a virar regra. Com porções menores e o foco em experiências coletivas, os estabelecimentos devem investir em pratos e formatos pensados para compartilhar — inclusive nos pratos principais.

O que isso significa para o food service

As canetas emagrecedoras não são uma moda passageira. São um novo componente de comportamento alimentar que chegou para ficar — e que já está redesenhando o que os clientes esperam quando entram num restaurante.

Para operadores de food service, o sinal é claro: cardápios que não contemplam opções sem álcool, porções menores e proteínas no destaque estão ficando para trás. A capacidade de adaptar o menu com agilidade — e de rastrear o desempenho de novas opções por item, por turno e por perfil de consumo — é exatamente o que um sistema de gestão bem configurado entrega. Mais do que uma questão de preferência, é uma questão de relevância operacional.


Fonte: Canal Restaurante — 4 tendências projetadas para bares e restaurantes na "era pós-Mounjaro" — 26/06/2026.

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